quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Profissionais do Instituto Cuca denunciam perseguição política e demissões


Com o título “Contra perseguição política e demissão ilegal dos trabalhadores do Sindec”, eis nota que um grupo de profissionais ligados ao Instituto Cuca, de Fortaleza, manda para o Blog. O grupo denuncia demissões e, principalmente, represálias da gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), em consequência da criação de um sindicato para defender a categoria. Confira:
NOTA PÚBLICA
No dia 30 de janeiro de 2017, trabalhadoras e trabalhadores de Entidades Culturais fundaram um sindicato – SINDEC, com a proposta de defender os direitos e interesses trabalhistas e fortalecer uma nova visão de política pública para a cultura.
Este processo é fruto de uma longa discussão tanto entre a comissão trabalhista na Rede Cuca que acumulou a necessidade de reforçar laços como com comissões similares, como a comissão trabalhista do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) e outros lutadores sociais em outros equipamentos, por exemplo.
Diante deste processo de formação legítima do SINDEC, gestores do Instituto Cuca e a Coordenadoria de Juventude de Fortaleza iniciaram uma perseguição política aos trabalhadores sindicalistas e, numa clara demonstração de autoritarismo, anunciaram a demissão do Técnico de Estúdio Bee Mesquita, e em seguida o Educador Social Pool Almeida recebeu uma advertência infundada e genérica no setor de Recursos Humanos, por fazer seu trabalho na mediação de conflito durante atuação da Polícia Militar (COTAM) no evento do Cuca Roots, evento que acontece há um ano no anfiteatro da Rede Cuca Jangurussu.
Lamentamos profundamente que o Instituto Cuca não se posicione ativamente neste episódio na defesa de uma cultura de paz na periferia – princípio que norteia a atuação das educadoras e educadores sociais em questão.
Após as situações mencionadas, o trabalhador Pool Almeida, entre os dias 2 e 8, passou a ser atendido por um médico psiquiatra. Recomendado, passou oito dias afastado de suas funções profissionais para cuidados com a saúde. No dia 13 de fevereiro de 2017, ao retornar ao trabalho, o Educador Social em questão foi arbitrariamente demitido, de forma ilegal.
Repudiamos esta prática que corrobora para desmonte dos equipamentos públicos de arte e cultura nas periferias, o quadro cada vez menor de trabalhadores e na completa insensibilidade da gestão do Instituto Cuca e Coordenadoria de Juventude que teatralizam falsos diálogos de escuta e apoio para com suas trabalhadoras e trabalhadores na reivindicação de seus direitos, no entanto coagem os mesmos para que se calem. Gestão essa muitas vezes incompetente para gerenciar, de maneira respeitosa, um equipamento de tamanho valor para a cidade, além do visível sucateamento que tem sido cada vez mais preocupante; sobretudo na falta de prioridades orçamentárias para manutenção das atividades com a qualidade e propósitos que forjaram a abertura deste tipo de equipamento.
Este mês a Rede Cuca comemora três anos de existência e até o dado momento o Cuca Jangurussu não foi inaugurado oficialmente pelo fato de obras do teatro ainda estarem por findar e sem previsão de entrega. Pauta esta recorrente entre jovens que compõem o Fórum, instância esta pensada para ser protagonista no empoderamento deste grupo frente a política a sua disposição, mas que não é ouvida suas reivindicações de maneira plena e efetiva.
*Comissão de Profissionais do Sindec.

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