sábado, 18 de fevereiro de 2017

Papa aprova a beatificação do maior nome da Teologia da Libertação



Francisco reconhece o “martírio” do arcebispo salvadorenho Óscar Romero

O arcebispo salvadorenho Óscar Arnulfo Romero, assassinado enquanto celebrava missa em 1980, será reconhecido como beato pela Igreja, 21 anos após o início desse processo, que antecede à canonização. O papa Francisco aprovou nesta terça-feira o decreto que reconhece o “martírio” do religioso “in odium fidei”, ou seja, por “ódio à fé”, e por isso ele poderá ser beatificado sem a necessidade de que um milagre seja comprovado.
“É providencial que o primeiro Papa latino-americano beatifique monsenhor Romero”, foram as primeiras palavras do postulante da causa de beatificação, o arcebispo Vicenzo Paglia. O religioso concederá na quarta-feira uma entrevista coletiva na qual fornecerá detalhes, inclusive a possível data da beatificação.
O conselho teológico da Congregação para a Causa dos Santos, conhecida popularmente como fábrica de santos, já havia reconhecido por unanimidade há algumas semanas o martírio de Óscar Romero, e com isso faltava apenas a decisão final da conferência de bispos e cardeais.
Na manhã de terça-feira, conforme a praxe, o Papa se reuniu com o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o cardeal Angelo Amato, e aprovou o decreto que abre caminho para a beatificação.
A condição de “mártir” foi a que enfrentou mais objeções durante este processo, o que levou a um atraso na sua conclusão até que a eleição de Francisco restaurou seu rumo.
Para um setor mais conservador da Igreja, beatificar Romero equivale a cultuar a Teologia da Liberação, corrente teológica que nasceu na Igreja Católica latino-americana, com supostas ideias marxistas, e que se caracteriza por colocar os pobres no centro da Igreja.
Pela condição de mártir “in odium fidei”, os teólogos não julgam a possível intenção política do assassinato do arcebispo, e sim a tentativa de chegar ao amor pela justiça e a predileção pelos pobres que Romero manifestava em sua concepção da Igreja, segundo alguns depoimentos colhidos nos autos do processo.
A declaração do “martírio” era decisiva para a sua beatificação, já que com isso se torna dispensável reconhecer um milagre, e também será possível seguir para a etapa da canonização. Caberá ao Papa decidir se convém pular também essa etapa e transformar o arcebispo salvadorenho em santo mesmo sem milagres.
O processo de beatificação do prelado foi aberto em março de 1994. Em 1997, após a conclusão da fase diocesana e a redação de um relato sobre a sua vida, o processo passou à Congregação para a Doutrina da Fé, que deveria dar seu aval.
Mas o processo parou até 2005, quando a Congregação para a Causa dos Santos autorizou seu prosseguimento. Com a ascensão do papa Francisco, em março de 2013, a beatificação de Romero ganhou impulso.
Romero, principal representante da chamada Teologia da Liberação e incansável na denúncia da repressão militar, foi assassinado em março de 1980 por um tiro enquanto celebrava missa para pacientes de câncer na capela do Hospital da Divina Providência. Um franco-atirador executou uma conspiração encabeçada pelo major de inteligência Roberto D’Aubuisson, que em 1983 fundou o mais importante partido direitista do país, a Aliança Republicana Nacionalista (ARENA), no poder por 20 anos. Ninguém foi condenado pelo crime.
Considera-se que a morte de Romero, aos 63 anos, foi a gota d’água que deu início à guerra civil salvadorenha (1980-1992) entre a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) e o Exército, com o apoio de Washington.
O pontífice argentino já havia declarado em agosto, ao retornar de uma viagem à Coreia do Sul, que o arcebispo de San Salvador era um “homem de Deus” e que nada deveria impedir sua beatificação. Em janeiro, Francisco citou, durante uma audiência, uma parte da homilia que Romero pronunciou em maio de 1977 por ocasião do funeral de um sacerdote da sua diocese, também assassinado pelos esquadrões da morte.
Em 19 de janeiro, voltando das Filipinas, Francisco havia dito que tanto o cardeal Angelo Amato como monsenhor Vincenzo Paglia estariam dispostos a realizar a cerimônia de beatificação.


Encontro Microrregional Recid Projeto UE

No dia 18 de Fevereiro de 2017,aconteceu na Cidade de Cariús Ceará o encontro de planejamento microrregional da Recid e Projeto União Européia. Contamos com a Presença de lideranças juvenis, Associações,educadores,Sindicatos e Instituições mediadoras.












































quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017




Reforma do Ensino Médio um desastre para vida de muitos estudantes




A Reforma do Ensino Médio aprovada pelo Senado no último dia 8 e sancionada hoje por Michel Temer coloca novas perspectivas sobre o Ensino brasileiro. A Medida Provisória foi alvo de polêmicas e desentendimentos desde sua apresentação e agora promete não apenas mudar o panorama educacional, mas também profissional e, consequentemente, econômico do país. Como a medida pode alterar o ingresso no ensino superior no país?
Depois de muita discussão, a Medida Provisória, que já nasce com status de lei, determina que o ensino médio será dividido em áreas de conhecimento com cargas horárias específicas para cada tipo de curso a ser determinado pelas escolas públicas e escolhido por alunos. Esses cursos agora serão conhecidos como Itinerários formativos, caminhos diferentes para a formação educacional de acordo com as predileções profissionais e/ou culturais de cada estudante.
1) Linguagens e suas Tecnologias
2) Matemática e suas Tecnologias
3) Ciências da Natureza e suas Tecnologias
4) Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
5) Formação Técnica e Profissional

Essa divisão foi um dos maiores alvos de polêmica. Antes da Medida Provisória, não havia nenhuma norma que determinasse quais matérias seriam obrigatórias no ensino brasileiro. Apenas a Lei de Diretrizes e Bases citava a obrigatoriedade de português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia nos três anos do ensino médio.
O currículo específico pode ser benéfico para algumas áreas profissionais e do conhecimento, mas é um empecilho ao modelo dos vestibulares oferecidos nas principais universidades públicas brasileiras. “Hoje existe uma deficiência na formação do ensino médio, principalmente na escola publica. O estudante tem falhas enormes de formação escolar. E não é só isso! Escolar, cultural, social, econômica etc. Esse aluno chega à universidade com muitos problemas e é muito difícil que o ensino superior transforme esse aluno diante das falhas acumuladas ao longo do ensino” explica o Professor Doutor Oscar Hipólito, vice-presidente da Laureate Brasil.
“A Reforma do Ensino Médio pode afetar os vestibulandos e os vestibulares no sentido de que os itinerários vão ter que alterar a forma como se faz o ENEM, por exemplo. Provavelmente o ENEM vai ficar vinculado aos itinerários. O problema disso é que tem cursos de nível superior que vão exigir mais de um itinerário. Por exemplo, não dá para você ser médico sem ter uma formação muito sólida nas ciências humanas e também nas ciências da natureza. E obviamente em língua portuguesa, matemática e inglês. Porque o desempenho do trabalho médico precisa de uma formação mais global para que seja um médico ético, capaz de compreender os problemas da sociedade. Então, na verdade essa Medida Provisória vai mediocrizar o processo de ingresso no ensino superior. E não vai fazer isso buscando medidas de democratização do ensino superior, como é o ENEM, reformado recentemente”, avalia Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Para o Professor Doutor Oscar Hipólito, os vestibulares deverão se adequar a nova realidade, assim como acorreu na implantação de modelos anteriores. “No passado já tivemos um ensino médio diferente, não como esse modelo. Antes do “colegial”, tínhamos o Científico e o Clássico. O primeiro era voltado para saúde e exatas, o segundo para humanas. Os vestibulares eram mais segmentados. Mesmo no colegial você já podia escolher. Então, o vestibular acabou se moldando ao modelo do ensino médio da época. Porque eu não posso fazer um exame generalista para um aluno que vai prestar algo especifico como humanas”, explica o vice-presidente da Laureate Brasil.
Entretanto, as mudanças no sistema de ensino podem não ser tão simples quanto ao acesso ao ensino superior por todas as camadas da população. “A Reforma do Ensino médio afeta os vestibulandos, pois é como se o ensino médio brasileiro fosse a primeira etapa do ensino superior e não a última etapa de supervisor, uma vez que o seu currículo estará focado no trabalho e nas escolhas feitas pelo indivíduo”, exemplifica a professora de Pedagogia Cristine Gandolfi, da Universidade Metodista de São Paulo.
Como consequência, os processos seletivos para o ensino superior podem tornar-se ainda mais inacessíveis para aqueles que não conseguirem se beneficiar da Reforma do Ensino Médio, de acordo com as expectativas do Governo Federal. “Somente serão atingidos os alunos de escola pública, a classe desfavorecida. Grande parte de alunos do Ensino Médio são alunos trabalhadores, que estudam  no período noturno. Esses são os mais excluídos porque evadem na metade do ciclo. A pergunta a ser feita é: O vestibular (ENEM), ou melhor, o acesso a universidade pública, continuará aprovando somente a classe alta? Essa reforma não altera em nada essa situação”, afirma Cláudia Coelho Hardagh, professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
“Possivelmente o ensino superior sofrerá vários impactos com a reforma, uma vez que o jovem definirá que carreira seguir. Fato que contribui com a reprodução no mercado de trabalho e nas formas de vida já vivenciadas junto aos seus.”, completa Cristine Gandolfi, da Universidade Metodista de São Paulo.
Por Vitor Valêncio.







DESTRUIÇÃO TOTAL DO ESTADO BRASILEIRO




MTST faz preotestos contra nova “Minha casa minha vida”




Sindicalistas protestam contra reforma da Previdência




Profissionais do Instituto Cuca denunciam perseguição política e demissões


Com o título “Contra perseguição política e demissão ilegal dos trabalhadores do Sindec”, eis nota que um grupo de profissionais ligados ao Instituto Cuca, de Fortaleza, manda para o Blog. O grupo denuncia demissões e, principalmente, represálias da gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), em consequência da criação de um sindicato para defender a categoria. Confira:
NOTA PÚBLICA
No dia 30 de janeiro de 2017, trabalhadoras e trabalhadores de Entidades Culturais fundaram um sindicato – SINDEC, com a proposta de defender os direitos e interesses trabalhistas e fortalecer uma nova visão de política pública para a cultura.
Este processo é fruto de uma longa discussão tanto entre a comissão trabalhista na Rede Cuca que acumulou a necessidade de reforçar laços como com comissões similares, como a comissão trabalhista do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) e outros lutadores sociais em outros equipamentos, por exemplo.
Diante deste processo de formação legítima do SINDEC, gestores do Instituto Cuca e a Coordenadoria de Juventude de Fortaleza iniciaram uma perseguição política aos trabalhadores sindicalistas e, numa clara demonstração de autoritarismo, anunciaram a demissão do Técnico de Estúdio Bee Mesquita, e em seguida o Educador Social Pool Almeida recebeu uma advertência infundada e genérica no setor de Recursos Humanos, por fazer seu trabalho na mediação de conflito durante atuação da Polícia Militar (COTAM) no evento do Cuca Roots, evento que acontece há um ano no anfiteatro da Rede Cuca Jangurussu.
Lamentamos profundamente que o Instituto Cuca não se posicione ativamente neste episódio na defesa de uma cultura de paz na periferia – princípio que norteia a atuação das educadoras e educadores sociais em questão.
Após as situações mencionadas, o trabalhador Pool Almeida, entre os dias 2 e 8, passou a ser atendido por um médico psiquiatra. Recomendado, passou oito dias afastado de suas funções profissionais para cuidados com a saúde. No dia 13 de fevereiro de 2017, ao retornar ao trabalho, o Educador Social em questão foi arbitrariamente demitido, de forma ilegal.
Repudiamos esta prática que corrobora para desmonte dos equipamentos públicos de arte e cultura nas periferias, o quadro cada vez menor de trabalhadores e na completa insensibilidade da gestão do Instituto Cuca e Coordenadoria de Juventude que teatralizam falsos diálogos de escuta e apoio para com suas trabalhadoras e trabalhadores na reivindicação de seus direitos, no entanto coagem os mesmos para que se calem. Gestão essa muitas vezes incompetente para gerenciar, de maneira respeitosa, um equipamento de tamanho valor para a cidade, além do visível sucateamento que tem sido cada vez mais preocupante; sobretudo na falta de prioridades orçamentárias para manutenção das atividades com a qualidade e propósitos que forjaram a abertura deste tipo de equipamento.
Este mês a Rede Cuca comemora três anos de existência e até o dado momento o Cuca Jangurussu não foi inaugurado oficialmente pelo fato de obras do teatro ainda estarem por findar e sem previsão de entrega. Pauta esta recorrente entre jovens que compõem o Fórum, instância esta pensada para ser protagonista no empoderamento deste grupo frente a política a sua disposição, mas que não é ouvida suas reivindicações de maneira plena e efetiva.
*Comissão de Profissionais do Sindec.







Opinião

A busca do tema gerador na práxis da Educação Popular

Se vivêssemos num país justo, solidário e democrático, portanto, sem desigualdades sociais, haveríamos de ter dois tipos de educação? Uma escola formal, oficial, transmissora dos conhecimentos científi cos e outra informal, popular, fundada no diálogo, na problematização, no desvelamento da realidade?
Sabendo que a origem histórica da escola, na antiguidade clássica, era o lugar do “ócio” – aprendizado das artes do mando – para os fi lhos da classe dominante e que, no sistema capitalista se fez para ser formadora de mão-de-obra, a escola poderia se constituir no espaço de compreensão da vida, do funcionamento da sociedade e da apreensão e troca de todos os saberes práticos e teóricos necessários a uma vida humana digna?
O que seria a universidade brasileira, na perspectiva de um projeto popular de nação? Para que interesses, objetivos, fi nalidades, seriam formados médicos, engenheiros, advogados, sociólogos, historiadores, químicos, biólogos?
Como se estabeleceria a relação entre educação e trabalho ou entre trabalho e formação humana, numa sociedade onde a exploração, a opressão e todas as formas de discriminação tivessem sido banidas?
Imagine o que o desenvolvimento científi co, resultante de uma relação entre a educação e o trabalho, entendida como práxis social; entre o ensino, a pesquisa e a extensão seria capaz de proporcionar à população de um país justo e solidário!
O que esta população, cujas necessidades básicas seriam supridas em poucas horas de trabalho, haveria de fazer com o seu tempo livre?
Quanta criação artística e cultural, novas descobertas científi cas nos diferentes campos de conhecimento, valores, desenvolvimento de relações humanas, poesia, jardins, amizades sinceras, cuidado com as pessoas e com o mundo, poderiam resultar desse tempo livre!
Precisamos pensar sobre isto. Precisamos reaprender a anunciar o nosso sonho humanizador, enquanto denunciamos um presente desumanizador. Mais que isto, precisamos construir dia-a-dia o nosso sonho coletivo, porque ele está inscrito como possibilidade histórica. Não está remetido ao transcendental.
A revolução não se faz num momento – nem por mágica, nem por decreto, nem por sublevação –, a revolução se constrói cotidianamente, em todos os espaços e tempos, onde valores de solidariedade possam ser cultivados. Onde a competição, o individualismo, o egoísmo, o autoritarismo e tudo que destrói a possibilidade de vida, possam ser combatidos. A revolução não é a tomada de poder. É a transformação radical das pessoas e das estruturas e, por isso, é permanente, não se esgota num instante histórico.
A educação, como pratica social, pode manter e ajudar a fortalecer as estruturas injustas, mas também pode, desde já, ter uma finalidade humanizadora, dentro e fora da escola. Muitas administrações populares ousaram trazer para o sistema ofi cial de ensino, as práticas educativas que têm sido historicamente classifi cadas como informais e politizadoras.

E, Paulo Freire, deu uma importante contribuição a isto. Sua obra é extensa e está disponível para todos e todas que querem fazer da educação, uma prática social transformadora da realidade e, portanto, revolucionária.

Agenda 2017

De Fevereiro a Novembro de 2017

Realização de 26 CADASTROS E 18 diagnósticos para levantamento da situação atual de organizações e movimentos sociais (formalizados) integrantes da RECID Centro Sul do CE

Fevereiro a Novembro de 2017
140 ATIVIDADES DE Acompanhamento Sistemático às 18 organizações locais nas microrregiões
Fevereiro a Novembro de 2017
02 Mobilizações Sociais microrregional
Março a Dezembro de 2017
30 Oficinas temáticas junto aos grupos de base, redes e fóruns;

17 e 18 de Março de 2017
Encontro Estadual de Planejamento da RECID e Projeto UE
08 de Abril de 2017 Cajazeiras – PB
Curso Grupo Focal (Comunicação)
09 A 13 de Abril de 2017 –Cajazeiras -PB
Curso de Capacitação na metodologia de Advocacy

Maio de 2017
01 Curso microrregional de Processo Formativo em Incidência Política/ Advocacy e Ciclo orçamentário por microrregião

A partir de Maio de 2017

03 Iniciativas de incidência política

Agosto a Novembro de 2017
01 Intercâmbio microrregional de troca de experiência sobre vivencias de incidência política dentro das microrregiões;


Outubro a Novembro de 2017

Encontro microrregional  para desenvolvimento e sustentabilidade organizacional

Onde Estamos



A RECID Ceará está presente em três microrregiões do Estado

Microrregião Metropolitana;
Microrregião do Cariri;
Microrregião Centro Sul e Jaguaribana

Quem Somos

A Rede de Educação Cidadã é uma articulação de diversos atores sociais, entidades e movimentos populares do Brasil que assuem solidariamente a missão de realizar um processo sistemático de sensibilização, mobilização e educação popular da população brasileira, principalmente com as famílias em situação de vulnerabilidade social, promovendo o diálogo e a participação ativa na superação da miséria, afirmando um projeto popular, democrático e soberano de nação.

Nascida em 2003 e presente hoje nos 26 estados da Federação e no Distrito Federal, a Recid, em 2013, portanto, comemora sua primeira década de existência. Nosso ser e fazer reconhece que “o trabalho de base, aquele que se dá no dia a dia com o povo, partindo de sua realidade concreta e de suas necessidades”, é capaz de transformar as estruturas da nossa sociedade, tão injusta e desigual. Temos consciência que precisamos ousar mais, avançar em muitos pontos, mas também que, estes 10 anos, figuram ganhos para a causa popular rumo a construção do nosso horizonte político que é empoderar e povo a partir da mobilização, formação e do enfrentamento contra-hegemônico.       

Neste ano, bastante representativo e simbólico, vivenciamos, em todas as nossas atividades a mística da militância e da esperança dos nossos 10 Anos: Sementes e frutos da Educação Popular.

No estado do Ceará sinergizamos nossas forças, nos dias 06 e 07 de dezembro, no município de Acopiara, fazendo memória as pessoas, utopias e ações que fizeram parte dessa construção (sementes e frutos destes 10 anos) e projetamos os nossos sonhos em direção ao que acreditamos como ideal de nação, de sociedade, os nossos devires (sementes e frutos para nova safra).

Forma 02 dias bem intensos. No dia 06 realizamos no Núcleo de Artes municipal uma Roda de conversa sobre a educação que queremos com representantes da sociedade civil e uma oficina formativa com a juventude sobre Cinema e produção audiovisual com o educador Edinaldo Felipe (Cine Cururu – Fortaleza), que dialogou e capturou imagens sob a ótica do mesmo tema da roda de conversa (a educação que queremos). Aliás, esse foi o mote de toda a nossa comemoração: qual é mesmo a educação que queremos, em detrimento, mas considerando os avanços da que temos?

Dia 07 realizamos em parceria com o Liceu de Acopiara, a quem agradecemos de pronto, a toda a sua equipe de funcionários, professores, núcleo gestor, grêmio estudantil e demais alunos, várias oficinas temáticas como:

Oficina de Teatro com Dallva Rodrigues/Grupo Cena’s de Teatro de Limoeiro do Norte;

Oficina sobre Juventude: motivação, políticas públicas e poder popular com Wesley Rodrigues/Bote Fé na Juventude/SENAC, Gilson Lucena/Movimento Ceará/Recid e Marconi Dias/Cáritas Diocesana de Iguatu;

Oficina de Produção de Sabonete com Maria/Pastoral da Criança de Cariús;

Oficina sobre Juventude e Negritude – Laelba Batista/Grunec (Tarde);

Oficina de Danças circulares com Jorginho/Movimento de Juventude e;

Oficina de Estaparia em Camisetas com Kadu/ESCUTA.
Cada uma destas oficinas tinha a proposta de produzir, transversalmente ao tema, uma apresentação em agitação e propaganda para compor a noite onde, na ocasião, foi realizada a I Ciranda Estadual de Educação Popular do Ceará no estacionamento do LICEU, que contou as produções das oficinas, falas significativas dos educadores sobre a educação que queremos, exibição do vídeo “Vamos lá fazer o que será” da Recid, apresentações locais como capoeira, teatro, caretas e show artístico.Foi uma bela festa comemorativa feita a muitas mãos e corações como as de Sônia Taveira (APEOC) Messias Peinheiro (AVAL), Helinho (Sec. de Cultura de Acopiara), Equipe LICEU, educadores da Recid e parceiros (Edinaldo Felipe, Gilson Lucena e Antonio Soares – liberados; Wesley Rodrigues, Marconni Dias, Jorginho, Maria, Kadu, Dallva Rodrigues – educadores voluntários).